O dólar opera em alta sobre o real nesta segunda-feira (2), após dados sobre a atividade industrial e o nível de emprego da zona do euro abalar o apetite por risco no exterior. O mercado também era influenciado pela cautela em relação à medida que o governo brasileiro anunciará nesta terça-feira para estimular a indústria e aumentar a competitividade das exportações.
Perto das 15h20 (horário de Brasília), o dólar tinha alta de 0,28%, cotado a R$ 1,8314 para venda.
O setor industrial da zona do euro encolheu pelo oitavo mês seguido e a um ritmo mais rápido em março, ampliando os sinais de que o bloco está em recessão, na medida em que a contração se espalha para os seus principais membros, a França e a Alemanha.
A taxa de desemprego do bloco, por sua vez, atingiu o maior nível em quase 15 anos em fevereiro, com mais de 17 milhões de pessoas sem emprego.
Além da expectativa de novas intervenções do Banco Central por meio de leilões de compra de dólares no mercado à vista, acredita-se que as novas medidas de incentivo à indústria que serão anunciadas na terça-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, também exercem influência sobre o câmbio.
Na sexta-feira, a moeda fechou em leve queda pelo segundo dia seguido, a despeito do leilão de compra no mercado à vista do Banco Central realizado no mesmo dia. Apesar disso, a moeda garantiu alta na semana e valorização superior a 6% no mês.
A moeda norte-americana recuou apenas 0,05% no dia, cotada a R$ 1,8262 para venda.
Por Cristina Canas
São Paulo – O mercado internacional mostra cautela com a proximidade do final de semana e do trimestre. O sentimento de aversão ao risco prevalece lá fora na manhã desta quinta-feira e a percepção dos operadores do mercado doméstico de câmbio é de que esse ambiente será replicado por aqui, pelo menos na abertura dos negócios. Com isso, a moeda norte-americana abriu em alta em relação ao real.
“A aversão ao risco está presente nos negócios no exterior hoje e aqui o dólar deve abrir com um pouco de alta em função disso e também dos fatores domésticos, principalmente da percepção de que o Banco Central continuará atuando fortemente, quando houve um fluxo de entrada de recursos”, disse um profissional de mercado, acrescentando que foi exatamente isso que ocorreu no pregão de ontem. Nesta quarta-feira, o fluxo cambial foi positivo pela manhã e o BC fez um leilão de compra de dólares no mercado à vista, no qual fixou taxa de corte em R$ 1,820, acima do valor à vista do dólar naquele momento, que era de R$ 1,8170. E após essa intervenção, a moeda à vista ganhou fôlego, acabando o dia em R$ 1,828.
Lá fora, hoje, os investidores continuam mostrando preocupação com a atividade econômica global, e fixam os olhos, principalmente, em sinais vindos da China e dos Estados Unidos. No gigante asiático, hoje, saíram dados mostrando que a injeção de liquidez feita pelo banco central do país nesta semana foi a maior desde o final de janeiro.
Vale ressaltar que, na Europa, pesaram as avaliações da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de que as economias da zona do euro seguem frágeis. Além disso, na Espanha, está marcada uma greve geral e a população deve protestar contra as medidas de austeridade fiscal e as reformas trabalhistas que vêm sendo adotadas pelo governo. E ainda teve a influência negativa do índice de sentimento econômico dos países da zona do euro teve queda em março, pela primeira vez desde dezembro.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/dolar-abre-em-alta-com-tensao-no-exterior
São Paulo – Em uma sessão marcada pela volatilidade, o dólar oscilava entre os terrenos positivo e negativo diante de um maior apetite por risco no exterior e com os investidores ainda receosos com a possibilidade de novas medidas do governo brasileiro no mercado de câmbio. Às 10h50 (horário de Brasília), o dólar tinha variação positiva de 0,07 por cento, cotado a 1,8115 reais.
Em entrevista à Reuters na sexta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que a próxima emissão externa do governo deve ser em real e nas próximas semanas. Segundo ele, essa emissão será importante para evitar mais valorizações da moeda brasileira frente ao dólar.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa afirmou ainda que a atual taxa de câmbio brasileira continua apreciada, em função de uma elevada taxa de juros no Brasil, do cenário externo, do aumento recente dos preços de commodities e de uma menor fragilidade financeira no país.
Na última sessão, a moeda norte-americana encerrou com baixa de 0,65 por cento ante o real, a 1,8103 na venda, mesmo após o Banco Central realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista.
Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/dolar-opera-estavel-por-possibilidade-de-intervencao
Por José de Castro
O apetite por risco no mercado internacional derrubou o dólar à mínima em três meses ante o real nesta quarta-feira, em meio também a contínuos fluxos de recursos, que têm aumentando a expectativa em torno de uma atuação do Banco Central para conter a derrocada da moeda.
A divisa norte-americana caiu 0,76 por cento, para 1,7339 real na venda. É o menor patamar de encerramento desde 31 de outubro, quando a taxa de câmbio ficou em 1,7026 real.
Ante uma cesta de moedas, o dólar perdia cerca de x por cento no final da tarde, enquanto o euro e divisas de perfil semelhante ao real, como os dólares australiano e neozelandês, registravam sólidas altas.
O bom humor do mercado nesta sessão teve suporte em números melhores sobre a atividade industrial na China e na Alemanha em janeiro, segunda e quarta maiores economias do mundo, respectivamente. Os dados aliviaram temores quanto ao desempenho da atividade em nível global, apesar de em outros locais a indústria ter mostrado sinais de fraqueza.
No Brasil, segundo operadores, apesar da saída líquida de dólares na semana passada, os investidores estrangeiros continuam procurando os ativos brasileiros, aumentando as expectativas de mais entradas de divisas.
Na semana passada, segundo dados do Banco Central, houve saída líquida de 153 milhões de dólares. No entanto, no mês, até a última sexta-feira, o saldo ainda era positivo em 6,501 bilhões de dólares, já a maior cifra desde setembro fechado, quando o superávit havia ficado em 8,484 bilhões de dólares.
O mercado tem chamado a atenção para as emissões externas feitas por importantes empresas brasileiras, que podem aumentar o fluxo ao país. A Petrobras, por exemplo, lançou nesta sessão um total de 7 bilhões de dólares em bônus no exterior, acima da expectativa inicial de 6 bilhões de dólares, segundo o IFR, um serviço da Thomson Reuters. Ainda de acordo com o IFR, a demanda pelos papéis estava em cerca de 25 bilhões de dólares.
A autoridade monetária não adquire dólares no segmento à vista desde setembro do ano passado, quando o agravamento da crise internacional provocou uma onda global de aversão a risco que fez o dólar disparar.
Mas os fortes ingressos de recursos têm aumentando as expectativas por uma ação do BC, uma que vez a taxa de câmbio tem se aproximado de 1,70 real, patamar considerado pelo mercado como um piso informal para o BC agir.
O mercado de câmbio segue pautado pelos vendedores tanto no mercado local quanto externo. Por volta das 14 horas, o dólar comercial mostrava queda de 0,72%, a R$ 1,788 na venda, mas já fez mínima a R$ 1,783. Na semana, o preço da moeda já acumula perda de 3,40%.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de dólar com vencimento em fevereiro apontava baixa de 0,93%, a R$ 1,796 na venda.No câmbio externo destaque para o euro. Depois de cair a US$ 1,26 ontem, menor preço desde setembro do ano passado, a moeda sobe 0,71%, a US$ 1,279.
A demanda por euro tem respaldo na forte demanda por títulos da Espanha e da Itália em leilões realizados hoje. Fora isso, chamou atenção à acentuada queda nas taxas de juros pedidas pelos investidores para financiar os países.
O bom desempenho da moeda comum também estaria relacionado à falta de aceno de novas reduções de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), que manteve a taxa básica da zona do euro em 1% no seu encontro de hoje.
Em Wall Street, as bolsas firmam posição em terreno negativo. Tal comportamento é creditado aos dados do dia. As vendas no varejo americano subiram menos do que o previsto em dezembro e a demanda por seguro-desemprego subiu na semana passada.
Há pouco, o Dow Jones recuava 0,37% e o S&P 500 perdia 0,36%. Por aqui, o Ibovespa apontava queda de 0,42%, aos 59.713 pontos, depois de subir 0,90%, e marcar 60.503 pontos.
(Eduardo Campos | Valor)
Emissão de dívida italiana não convenceu os investidores. A moeda única europeia está em mínimos de Setembro de 2010 face ao dólar.
O euro descia 0,5% até aos 1,2876 dólares mas já tocou nos 1,2858 dólares durante a sessão de hoje, o valor mais baixo desde 10 de Setembro de 2010.
Na origem da descida da moeda única européia estão os receios dos investidores de que o Banco Central Europeu (BCE) vai ter de injetar mais capital no sistema financeiro europeu para evitar uma crise do crédito na região, que já está fragilizada pela crise das dívidas soberanas.
O euro também segue em queda depois de Itália ter colocado esta manhã no mercado 7 mil milhões de euros em obrigações, abaixo do montante indicativo máximo de 8,5 mil milhões de euros, e ter pago um juro muito próximo de 7% para vender títulos de dívida a 10 anos.
Ontem, o BCE revelou que o seu balanço contabilístico atingiu um recorde de 2,73 bilhões de euros, depois de ter aumentado os empréstimos aos bancos da região na semana passada.
“As coisas não parecem nada bem na Europa e isso pode continuar a pesar no euro”, disse Thio Chin Loo, especialista cambial no BNP Paribas, em Singapura, à Bloomberg. “A dimensão dos depósitos do BCE sugere que os bancos precisam de ajuda e o banco central pode expandir ainda mais o seu apoio. Também há receios em relação ao financiamento do governo no próximo ano quando muitos títulos de dívida também vão atingir a maturidade”, acrescentou o mesmo responsável.
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/ha-15-meses-que-o-euro-nao-valia-tao-poucos-dolares_134755.html
SÃO PAULO – Dando sequência ao que promete ser uma semana tranquila nos mercados, o dólar comercial inicia os trabalhos desta terça-feira (27) próximo a estabilidade, apontando leve queda de 0,18%, cotado a R$ 1,855 na venda.
No front externo, o noticiário inspira cautela nos mercados e pode contribuir, ao longo do dia, para uma apreciação da moeda. Na Europa, ganha destaque o anúncio de que as instituições financeiras depositaram no BCE (Banco Central Europeu) um montante recorde nas operações overnight na segunda-feira, da ordem de € 411,8 bilhões.
O nível elevado de depósitos reflete o alto grau de desconfiança no mercado interbancário de crédito. Assim, os bancos preferem aplicar no BCE, em vez de emprestar recursos entre si. Neste sentido, o temor com a liquidez segue como um dos grandes problemas enfrentados pelo sistema financeiro da Zona Euro.
Por sua vez, os títulos públicos de dez anos da Itália negociados no mercado secundário novamente superam a barreira psicológica dos 7,00%, enquanto as expectativas pairam sobre a captação de até € 20 bilhões nos próximos dias.
IOF
Por aqui, a novidade é que o Governo prorrogou o prazo para recolhimento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado nas operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários incidente sobre as operações com derivativos.
A Medida Provisória, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, informa que a cobrança de IOF “relativo aos fatos geradores ocorridos no período de 16 de setembro a 31 de dezembro de 2011, será efetuado no dia 31 de janeiro de 2012″.
Por sua vez, “em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de primeiro de janeiro de 2012, os recolhimentos do imposto a que se refere o caput serão efetuados até o último dia útil do mês subsequente ao de ocorrência dos fatos geradores”.
Indicadores
Na agenda doméstica desta terça-feira não haverá indicadores relevantes a serem divulgados. Nos Estados Unidos, será revelado o S&P/Case-Shiller Home Price, indicador que denota a trajetória dos preços das casas no país por meio de uma média móvel trimestral.
Ainda na pauta econômica norte-americana será divulgado o Consumer Confidence, índice que mede a confiança dos consumidores em cerca de 5.000 lares norte-americanos.
SÃO PAULO – O dólar sofre leve recuo ante o real nesta sexta-feira, em novo pregão de liquidez reduzida às vésperas das festas de fim de ano. A exemplo do que ocorreu nos últimos dias, os negócios continuam a seguir de perto o sinal externo.
Às 9h35, o dólar comercial tinha queda de 0,10%, cotado a R$ 1,849 na compra e a R$ 1,851 na venda. No mercado futuro, o contrato de janeiro negociado na BM&FBovespa recuava 0,37%, a R$ 1,852.
O mercado analisa também as medidas anunciadas ontem pelo Banco Central do Brasil que visam a manter a liquidez no sistema bancário – incluindo as instituições financeiras de menor porte – e estimular o crédito.
Na agenda de indicadores, hoje será divulgada nova bateria de dados econômicos nos Estados Unidos, como as encomendas de bens duráveis no terceiro trimestre e os gastos pessoais dos consumidores em novembro.
No mercado externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana em relação a seis divisas, declinava 0,09%, aos 79,85 pontos. O euro avançava 0,14%, a US$ 1,306.
(Karin Sato | Valor)
O dólar recua ante o real nesta quinta-feira, em linha com o mercado de câmbio externo. Os investidores promovem um ajuste técnico nos preços das moedas, depois do pregão de ontem, que foi marcado pela piora da percepção de risco do investidor. Às 9h50, o dólar comercial declinava 0,32%, cotado a R$ 1,850 na compra e a R$ 1,852 na venda. No mercado futuro, o contrato de janeiro negociado na BM&FBovespa tinha queda de 0,58%, a R$ 1,853.
Ontem, a moeda americana fechou o dia com alta de 0,70%, a R$ 1,858 na venda. No mercado externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana em relação a seis moedas, registrava queda de 0,16%, aos 79,89 pontos. O euro subia 0,18% ante o dólar, a US$ 1,307.
Nesta manhã, o Banco Central divulgou o Relatório de Inflação, que mostrou que a autoridade monetária estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% em 2012, desempenho modesto em relação às pretensões do governo, que anteriormente estavam em 5%. A previsão de crescimento econômico para este ano, até então de 3,5%, foi revisada para apenas 3%. Segundo o documento, a melhora do nível de atividade econômica deste para o próximo ano se dará num ambiente de inflação mais baixa.
A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é projetada em 4,7% para 2012, a mesma já prevista no relatório de setembro. Isso significa desaceleração de preços porque, em 2011, a inflação do índice, que já está praticamente dada, chegará a 6,5%, conforme as projeções do BC.
O dia reserva ainda a divulgação de inúmeros indicadores nos Estados Unidos.O destaque é a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano. Além do PIB, saem o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, o índice de indicadores antecedentes, a atividade na região de Chicago e a variação semanal nos pedidos por seguro-desemprego.