Por José de Castro
O apetite por risco no mercado internacional derrubou o dólar à mínima em três meses ante o real nesta quarta-feira, em meio também a contínuos fluxos de recursos, que têm aumentando a expectativa em torno de uma atuação do Banco Central para conter a derrocada da moeda.
A divisa norte-americana caiu 0,76 por cento, para 1,7339 real na venda. É o menor patamar de encerramento desde 31 de outubro, quando a taxa de câmbio ficou em 1,7026 real.
Ante uma cesta de moedas, o dólar perdia cerca de x por cento no final da tarde, enquanto o euro e divisas de perfil semelhante ao real, como os dólares australiano e neozelandês, registravam sólidas altas.
O bom humor do mercado nesta sessão teve suporte em números melhores sobre a atividade industrial na China e na Alemanha em janeiro, segunda e quarta maiores economias do mundo, respectivamente. Os dados aliviaram temores quanto ao desempenho da atividade em nível global, apesar de em outros locais a indústria ter mostrado sinais de fraqueza.
No Brasil, segundo operadores, apesar da saída líquida de dólares na semana passada, os investidores estrangeiros continuam procurando os ativos brasileiros, aumentando as expectativas de mais entradas de divisas.
Na semana passada, segundo dados do Banco Central, houve saída líquida de 153 milhões de dólares. No entanto, no mês, até a última sexta-feira, o saldo ainda era positivo em 6,501 bilhões de dólares, já a maior cifra desde setembro fechado, quando o superávit havia ficado em 8,484 bilhões de dólares.
O mercado tem chamado a atenção para as emissões externas feitas por importantes empresas brasileiras, que podem aumentar o fluxo ao país. A Petrobras, por exemplo, lançou nesta sessão um total de 7 bilhões de dólares em bônus no exterior, acima da expectativa inicial de 6 bilhões de dólares, segundo o IFR, um serviço da Thomson Reuters. Ainda de acordo com o IFR, a demanda pelos papéis estava em cerca de 25 bilhões de dólares.
A autoridade monetária não adquire dólares no segmento à vista desde setembro do ano passado, quando o agravamento da crise internacional provocou uma onda global de aversão a risco que fez o dólar disparar.
Mas os fortes ingressos de recursos têm aumentando as expectativas por uma ação do BC, uma que vez a taxa de câmbio tem se aproximado de 1,70 real, patamar considerado pelo mercado como um piso informal para o BC agir.
As incertezas em torno das discussões para evitar um default caótico da Grécia minavam a confiança de investidores nesta segunda-feira, que se afastavam de ativos de risco também após dados macroeconômicos mornos nos dois lados do Atlântico.
O mercado teme que a cúpula da União Europeia (UE) resulte em pouco progresso para diminuir a dívida grega e permitir que o país receba um segundo pacote de resgate, crucial para honrar 14,5 bilhões de euros em dívidas em meados de março.
Os líderes da UE devem aprovar a criação de um fundo permanente de resgate no encontro desta segunda, mas ainda divergem sobre temas como austeridade fiscal, crescimento econômico e as finanças da Grécia.
As bolsas de valores europeias e o euro perdiam cerca de 1 por cento. Em Wall Street, os índices também operavam no vermelho, contaminando as operações no mercado brasileiro.
Após dois dias de queda, o dólar voltava a subir ante o real, reverberando o movimento da moeda no exterior. O mau humor no cenário internacional favorecia também perda de prêmio nos contratos de DI, no dia em que o relatório Focus do Banco Central mostrou que investidores esperam que a Selic caia a 9,5 por cento mais cedo.
De acordo com o documento, que traz previsões colhidas pelo BC junto ao mercado, a expectativa é de que a Selic -hoje em 10,5 por cento- caia mais 0,50 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de março; ceda a 9,63 por cento em abril e termine maio em 9,50 por cento, ficando nesse patamar ao longo do restante do ano.
No Focus divulgado na semana passada, a mediana das previsões apontava que o juro básico do país atingiria 9,50 por cento apenas em agosto.
A agenda internacional trouxe dados mostrando estabilidade no gasto do consumidor norte-americano em dezembro e crescimento na confiança do empresário da zona do euro.
Apesar da alta -a primeira desde o início de 2011-, economistas avaliaram que os números na zona do euro revelaram uma crescente diferença entre o desempenho da Alemanha e o do restante do bloco monetário.
O mercado de câmbio segue pautado pelos vendedores tanto no mercado local quanto externo. Por volta das 14 horas, o dólar comercial mostrava queda de 0,72%, a R$ 1,788 na venda, mas já fez mínima a R$ 1,783. Na semana, o preço da moeda já acumula perda de 3,40%.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de dólar com vencimento em fevereiro apontava baixa de 0,93%, a R$ 1,796 na venda.No câmbio externo destaque para o euro. Depois de cair a US$ 1,26 ontem, menor preço desde setembro do ano passado, a moeda sobe 0,71%, a US$ 1,279.
A demanda por euro tem respaldo na forte demanda por títulos da Espanha e da Itália em leilões realizados hoje. Fora isso, chamou atenção à acentuada queda nas taxas de juros pedidas pelos investidores para financiar os países.
O bom desempenho da moeda comum também estaria relacionado à falta de aceno de novas reduções de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), que manteve a taxa básica da zona do euro em 1% no seu encontro de hoje.
Em Wall Street, as bolsas firmam posição em terreno negativo. Tal comportamento é creditado aos dados do dia. As vendas no varejo americano subiram menos do que o previsto em dezembro e a demanda por seguro-desemprego subiu na semana passada.
Há pouco, o Dow Jones recuava 0,37% e o S&P 500 perdia 0,36%. Por aqui, o Ibovespa apontava queda de 0,42%, aos 59.713 pontos, depois de subir 0,90%, e marcar 60.503 pontos.
(Eduardo Campos | Valor)
O dólar comercial devolveu parte das quedas acumuladas nos últimos dias e encerrou o pregão desta quinta-feira em alta. No interbancário, a divisa encerrou cotada a R$ 1,839 na compra e R$ 1,840 na venda, alta de 0,74%. No mercado futuro, o contrato para fevereiro negociado na BM&F operava em alta de 0,35% a R$ 1,850.
Para o último pregão desta primeira semana do ano, Galhardo acredita que, caso seja mantido o viés pessimista do mercado, a divisa deve encerrar a jornada em alta. Contudo, ele destaca que a moeda continua “sem rumo”, tendo sua cotação definida de acordo com o humor dos investidores.
Nos Estados Unidos, o ISM Não-Manufatura, índice que mede a atividade do setor não-manufatureiro nos Estados Unidos, teve aceleração em dezembro. O indicador passou de 52 em novembro para 52,6 no mês passado. No entanto, o número abaixo do esperado pelo mercado, de 53. Os dados são do Institute for Suplly Management (ISM).
O número de pedidos de auxílio-desemprego (initial claims) nos Estados Unidos caiu em 15 mil, para 72 mil na semana encerrada no dia 31 de dezembro, em comparação com uma semana antes, 387 mil pedidos (dado revisado). O número veio acima que o esperado pelo mercado, que aguardavam um recuo de solicitações para 375 mil novos pedidos (previsão Forex Factory). As informações foram divulgadas pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
O setor privado norte-americano criou 325 mil vagas de emprego entre novembro e dezembro, segundo dados da Consultoria ADP divulgados há pouco. A criação de postos de emprego de novembro foi revisada, passando de 206 mil para 204 mil novas vagas. O resultado de dezembro veio acima da estimativa média do mercado que esperava uma geração de 176 mil empregos, de acordo com levantamento da Forex Factory.
Emissão de dívida italiana não convenceu os investidores. A moeda única europeia está em mínimos de Setembro de 2010 face ao dólar.
O euro descia 0,5% até aos 1,2876 dólares mas já tocou nos 1,2858 dólares durante a sessão de hoje, o valor mais baixo desde 10 de Setembro de 2010.
Na origem da descida da moeda única européia estão os receios dos investidores de que o Banco Central Europeu (BCE) vai ter de injetar mais capital no sistema financeiro europeu para evitar uma crise do crédito na região, que já está fragilizada pela crise das dívidas soberanas.
O euro também segue em queda depois de Itália ter colocado esta manhã no mercado 7 mil milhões de euros em obrigações, abaixo do montante indicativo máximo de 8,5 mil milhões de euros, e ter pago um juro muito próximo de 7% para vender títulos de dívida a 10 anos.
Ontem, o BCE revelou que o seu balanço contabilístico atingiu um recorde de 2,73 bilhões de euros, depois de ter aumentado os empréstimos aos bancos da região na semana passada.
“As coisas não parecem nada bem na Europa e isso pode continuar a pesar no euro”, disse Thio Chin Loo, especialista cambial no BNP Paribas, em Singapura, à Bloomberg. “A dimensão dos depósitos do BCE sugere que os bancos precisam de ajuda e o banco central pode expandir ainda mais o seu apoio. Também há receios em relação ao financiamento do governo no próximo ano quando muitos títulos de dívida também vão atingir a maturidade”, acrescentou o mesmo responsável.
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/ha-15-meses-que-o-euro-nao-valia-tao-poucos-dolares_134755.html
SÃO PAULO – Dando sequência ao que promete ser uma semana tranquila nos mercados, o dólar comercial inicia os trabalhos desta terça-feira (27) próximo a estabilidade, apontando leve queda de 0,18%, cotado a R$ 1,855 na venda.
No front externo, o noticiário inspira cautela nos mercados e pode contribuir, ao longo do dia, para uma apreciação da moeda. Na Europa, ganha destaque o anúncio de que as instituições financeiras depositaram no BCE (Banco Central Europeu) um montante recorde nas operações overnight na segunda-feira, da ordem de € 411,8 bilhões.
O nível elevado de depósitos reflete o alto grau de desconfiança no mercado interbancário de crédito. Assim, os bancos preferem aplicar no BCE, em vez de emprestar recursos entre si. Neste sentido, o temor com a liquidez segue como um dos grandes problemas enfrentados pelo sistema financeiro da Zona Euro.
Por sua vez, os títulos públicos de dez anos da Itália negociados no mercado secundário novamente superam a barreira psicológica dos 7,00%, enquanto as expectativas pairam sobre a captação de até € 20 bilhões nos próximos dias.
IOF
Por aqui, a novidade é que o Governo prorrogou o prazo para recolhimento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado nas operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários incidente sobre as operações com derivativos.
A Medida Provisória, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, informa que a cobrança de IOF “relativo aos fatos geradores ocorridos no período de 16 de setembro a 31 de dezembro de 2011, será efetuado no dia 31 de janeiro de 2012″.
Por sua vez, “em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de primeiro de janeiro de 2012, os recolhimentos do imposto a que se refere o caput serão efetuados até o último dia útil do mês subsequente ao de ocorrência dos fatos geradores”.
Indicadores
Na agenda doméstica desta terça-feira não haverá indicadores relevantes a serem divulgados. Nos Estados Unidos, será revelado o S&P/Case-Shiller Home Price, indicador que denota a trajetória dos preços das casas no país por meio de uma média móvel trimestral.
Ainda na pauta econômica norte-americana será divulgado o Consumer Confidence, índice que mede a confiança dos consumidores em cerca de 5.000 lares norte-americanos.
SÃO PAULO – O dólar sofre leve recuo ante o real nesta sexta-feira, em novo pregão de liquidez reduzida às vésperas das festas de fim de ano. A exemplo do que ocorreu nos últimos dias, os negócios continuam a seguir de perto o sinal externo.
Às 9h35, o dólar comercial tinha queda de 0,10%, cotado a R$ 1,849 na compra e a R$ 1,851 na venda. No mercado futuro, o contrato de janeiro negociado na BM&FBovespa recuava 0,37%, a R$ 1,852.
O mercado analisa também as medidas anunciadas ontem pelo Banco Central do Brasil que visam a manter a liquidez no sistema bancário – incluindo as instituições financeiras de menor porte – e estimular o crédito.
Na agenda de indicadores, hoje será divulgada nova bateria de dados econômicos nos Estados Unidos, como as encomendas de bens duráveis no terceiro trimestre e os gastos pessoais dos consumidores em novembro.
No mercado externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana em relação a seis divisas, declinava 0,09%, aos 79,85 pontos. O euro avançava 0,14%, a US$ 1,306.
(Karin Sato | Valor)
O dólar recua ante o real nesta quinta-feira, em linha com o mercado de câmbio externo. Os investidores promovem um ajuste técnico nos preços das moedas, depois do pregão de ontem, que foi marcado pela piora da percepção de risco do investidor. Às 9h50, o dólar comercial declinava 0,32%, cotado a R$ 1,850 na compra e a R$ 1,852 na venda. No mercado futuro, o contrato de janeiro negociado na BM&FBovespa tinha queda de 0,58%, a R$ 1,853.
Ontem, a moeda americana fechou o dia com alta de 0,70%, a R$ 1,858 na venda. No mercado externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana em relação a seis moedas, registrava queda de 0,16%, aos 79,89 pontos. O euro subia 0,18% ante o dólar, a US$ 1,307.
Nesta manhã, o Banco Central divulgou o Relatório de Inflação, que mostrou que a autoridade monetária estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% em 2012, desempenho modesto em relação às pretensões do governo, que anteriormente estavam em 5%. A previsão de crescimento econômico para este ano, até então de 3,5%, foi revisada para apenas 3%. Segundo o documento, a melhora do nível de atividade econômica deste para o próximo ano se dará num ambiente de inflação mais baixa.
A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é projetada em 4,7% para 2012, a mesma já prevista no relatório de setembro. Isso significa desaceleração de preços porque, em 2011, a inflação do índice, que já está praticamente dada, chegará a 6,5%, conforme as projeções do BC.
O dia reserva ainda a divulgação de inúmeros indicadores nos Estados Unidos.O destaque é a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano. Além do PIB, saem o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, o índice de indicadores antecedentes, a atividade na região de Chicago e a variação semanal nos pedidos por seguro-desemprego.
SÃO PAULO, 19 Dez (Reuters) – O dólar tinha leve alta frente ao real nesta segunda-feira, após dois dias de queda, com o mercado fazendo ajustes em meio a um noticiário econômico fraco.
Às 10h52 (horário de Brasília), a divisa dos Estados Unidos era negociada a 1,8622 real para venda, em valorização de 0,31 por cento , após operar em leve baixa no começo dos negócios.
A cotação acumulou queda de 0,93 por cento na quinta e sexta-feiras, influenciada pelo leilão conjugado de venda do Banco Central (BC).
Ele identificou pressão de alta vinda da depreciação das commodities e também dos investidores estrangeiros, que acumulavam 147,3 milhões de dólares em posições compradas nos mercados de dólar futuro e cupom cambial (DDI), segundo dados mais recentes da BM&FBovespa – o que indica aposta na ascensão da divisa dos EUA. No início de dezembro, essa posição estava vendida em cerca de 2 bilhões de dólares.
Em relação a uma cesta de moedas, o dólar operava quase estável. O euro recuava frente ao dólar, com apreensão sobre uma teleconferência que ocorrerá mais tarde entre ministros das Finanças do bloco monetário europeu, que devem falar sobre empréstimos bilaterais ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Os futuros do índice S&P 500apontavam alta para a abertura do pregão em Nova York.(Por Mariane Pinho; Edição de Hélio Barboza).
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/cambio-dolar-opera-em-alta-ante-real-em-dia-de-ajustes
SÃO PAULO – Seguindo o mesmo sentido apontado no fechamento da véspera, o dólar comercial começa os trabalhos nesta quarta-feira (14) em forte alta de 1,13%, cotado a R$ 1,871 na venda.
Na véspera, os investidores se frustraram com o fracasso do Federal Reserve em anunciar novas medidas de estímulo para economia norte-americana. O banco central dos EUA manteve as taxas de juros do país – o que já era esperado -, mas não melhorou a comunicação com o mercado e nem sinalizou para a ampliação do programa de compra de ativos, o que azedou o humor do mercado.
Na Europa por sua vez o governo da Itália vendeu nesta quarta € 3 bilhões em títulos de médio prazo, atingindo o máximo previsto, com juros recordes.
O rendimento exigido pelo mercado para comprar os papéis com vencimento em 2016 atingiu 6,47% – a maior remuneração paga desde que o país entrou na Zona do Euro.
Indicadores
Na agenda doméstica desta quarta-feira, os investidores acompanham o vencimento de opções sobre os contratos futuros do Ibovespa. Ainda por aqui, o Banco Central divulga o fluxo cambial, dado apresentado semanalmente que representa o movimento de entrada e saída de dólares do País.
O Banco Central reporta ainda os dados do IBC-Br, indicador que incorpora a trajetória das variáveis consideradas essenciais para o desempenho de três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
Nos Estados Unidos, o investidor conhecerá o Import Prices (ex-oil) com os preços dos bens produzidos nos país e vendidos ao restante do mundo. Nesse índice são excluídas as cotações de petróleo. Também sai o Export Prices (ex-agr), indicador que exclui a produção agrícola norte-americana. Também nos EUA, o investidor conhecerá o relatório semanal de Estoques de Petróleo norte-americano.